Semana Nacional de Ciência e Tecnologia e Trilha Rupestre promovem oficinas de bioeconomia em Campo Grande
Em uma iniciativa para aproximar os alunos do ensino médio ao universo científico, a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) está proporcionando experiências enriquecedoras e educativas. O projeto, financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), tem como objetivo promover a divulgação científica em diversas áreas do conhecimento. Neste contexto, o grupo Arandú e a Trilha Rupestre estão à frente de um projeto estadual que visa dar visibilidade à bioeconomia local.
No dia 17 de junho , foi realizada a Oficina de Óleos Essenciais, coordenada pela professora Nídia Cristiane Yoshida, na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). O evento contou com a participação de duas escolas estaduais de Campo Grande, E.E Coração de Maria e E.E Teotônio Vilela, totalizando 27 alunos do 2º ano do ensino médio.
A atividade iniciou-se com uma palestra introdutória da professora Nídia sobre óleos essenciais, abordando seu uso, interesse econômico, origem e métodos de extração. Em seguida, os alunos se dirigiram ao laboratório, onde tiveram a oportunidade de produzir sabonetes utilizando óleos essenciais. Eles também observaram o método de extração de óleos por arraste a vapor. Além disso, a equipe do Programa de Educação Tutorial de Química (PET-Química) realizou apresentações e demonstrações experimentais, trazendo um toque dinâmico e interativo ao aprendizado.
Os alunos também visitaram a Unidade de Tecnologia de Alimentos, onde a professora Raquel Pires Campos, também integrante do eixo alimentos do projeto Trilha Rupestre, os guiou por laboratórios especializados. Durante a visita, eles assistiram a uma palestra sobre frutos do cerrado e do pantanal, com destaque para a inclusão de óleos essenciais na alimentação. A visitação culminou com uma degustação de comidas preparadas a partir desses frutos, proporcionando uma experiência sensorial completa e educativa.
A professora Nidia Cristiane destacou a importância dessas atividades de extensão: “As ações de extensão desenvolvidas dentro do projeto da Trilha Rupestre permitem o contato direto da comunidade acadêmica com as escolas. Ontem, recebemos alunos de duas escolas para uma palestra e oficina sobre óleos Essenciais e suas aplicações, onde os próprios alunos prepararam óleos essenciais e sabonetes. Tais ações promovem uma importante troca de experiências, desmistificam o trabalho dos cientistas e ajudam a revelar a ciência no cotidiano dos estudantes, além de servir como um meio vital de divulgação dos trabalhos que estão sendo conduzidos aqui na UFMS.”
Por: Fernanda Sá